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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Com o coração partido


Neste momento meu coração chora e derramo minhas lagrimas para mim mesma. Sim estou chorando. Uma sensação de desamparo e tristeza toma conta de mim. Por mais que eu tente evitar , não consigo controlar meu coração. Para muitas pessoas posso parecer exagerado e tremendamente dramática. Mas não para mim, não para meu coração de mãe. Estou triste comigo mesma também, e me divido entre sensações de pena, tristeza, desapontamento e desamparo. Vocês conhecem minhas lutas com relação ao meu filho. Conhecem o comportamento dele e como tenho sofrido com isso. Mas também sofro demais com a falta de concentração de que o impede de aos 8 anos, já caminhando para os 09 anos, e ainda não saber ler. Isso mesmo ele não sabe ler. e essa frase me entristece de mais e parte meu coração. Pode ser uma frase isolada e sem muitos dramas, mas ninguém imagina como é dolorosa para uma  mãe, a missão de ensinar seu filho a ler quando ele não consegue responder aos ensinamentos das lições. Por exemplo: ele pode até ler algumas pequenas palavras como bola, bolo, bala....mas não sabe ler: ai, ei, oi, ui. Tento com ele: "Pedro um E e um I é EI. Repita !  E ele diz: E, I = GUI. E isso não é apenas uma vez, mas inúmeras vezes, mesmo depois de repetir incontáveis vezes. Então, já cansada , me descontrolo e choro. Tenho tomado para mim a função de alfabetizá-lo junto com a escola, pois não gosto muito do método de ensino do meu marido que já entrega as respostas mastigadinhas. Estou frágil, reconheço que com outros problemas que me têm afligido, e juntando essqa dificuldade dele, me sinto desabar. Temos nos sacrificado tanto, ele também, mas não temos conseguido bons resultados, pelo menos não resultados que sejam mais visíveis. 
E aí vem me irmã, contando todos os avanços do netinho dela, que diga-se de passagem tem uma inteligência incomum para a idade dele, me parece que é um pequeno gênio de 4 anos, e me faz lembrar, mesmo inconscientemente de tudo o que meu filho não. Não estou com inveja, amo meu sobrinho... mas me entristece às vezes quando falo alguma coisa do Pedro e ela diz: "Ah, mas ele tem 8 anos!"...Mas são 8 anos tão diferentes do comum...quer dizer nem tanto para algumas e tanto para outras... Acho que devo estar louca, pois antes isso não me incomodava. Devo realmente estar de TPM.
O que aflige meu coração e me deixa triste comigo mesma é o fato de saber que por outro lado. muitas mães gostariam de ter apenas esse problema que tenho com ele. Como uma amiga que tem um filho de 13 anos que nem ao banheiro vai sozinho, que não raciocina e problemas mentais sérios.... e penso : nossa , ela sim sofre, não eu. E ainda tenho coragem de me descontrolar.... e então me sinto muito má e ingrata. Viram como me sinto confusa?
eu só espero uma coisa: Em Deus. E que Ele me faça sobreviver à infância do Pedro com sabedoria, para que eu possa colher excelentes frutos em sua vida adulta, me realizando através das vitórias dele. Não é isso que toda mãe almeja?

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

E assim, eu vou seguindo...


Queridos amigos,

Já faz uns dias que não posto nada por aqui. Não por falta de assunto, mas sim por falta de ânimo mesmo. EU parava, olhava a página, abria o editor de texto e depois de alguns minutos fechava. entrei numa tal crise de perguntara mim mesma se devia ou não ficar por aqui desabafando, falando sempre quase as mesmas coisas, relatando quase as mesmas queixas a um público que talvez já estivesse cansado de me "ouvir". De me ver falar sempre do mesmo assunto. Então me deparei com a pergunta: "E se todos pensarem que me queijo demais e de ' barriga cheia ' ? Que estou me tornando cansativa e que só sei reclamar?" Sou muito crítica em relação a mim mesma. Mas a resposta que cheguei a me dar foi a grande revelação de que este blog é exatamente para isso mesmo! Aqui eu posso falar sobre o que muitos não querem ouvir ; sobre o que EU não quero falar pra ninguém do meu meio ; falar sobre o que quero negar a mim mesma ; desabafar...chorar... ter a liberdade de ser eu. Simplesmente eu. E eu num sentido voltado para o fato de ser mãe, e não para o meu eu como pessoa individual (se é que se pode separar ). Em quem eu encontro consolo além de Deus? Na esperança de que Ele tudo vê, e tudo conserta? Em mais ninguém... A não ser as vezes no colo de minha mãe, que mesmo ela tem se encontrado tão atribulada com seus próprios problemas que não ouso compartilhar mais tanto. Com o meu marido...bem....essa é uma questão à parte pois ele não me vê como eu me vejo. e nem tão pouco temos a mesma ótica em torno de algumas situações. Então , quando quero correr.... corro para cá.  Na esperança de que alguém veja, alguém se identifique...ou mesmo só no ato de escrever para liberar os sentimentos e aliviar o espírito. Isso já é bom.
Pretendo fazer o possível para estar mais vezes aqui com mais de mim. Isso devo fazer para meu próprio bem...pois isso me faz lembrar e ter a certeza de que ninguém é uma ilha.
Por hora saio...mas já volto. Volto com mais de mim, para aqueles que querem saber ou mesmo para mim mesma saber de mim daqui a algum tempo.

Abraços

Ana Lúcia

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Aniversário...e solidão


Olá amigas,

Eu gostaria de começar esse post com muitas novidades alegres e felizes. Mas na verdade não me sinto assim. Estive doente por uns dias e lamentei meu estado de saúde pois me dificultou muito o trabalho de organizar a festinha de aniversário do meu anjo. Pois é... Antes de ontem, dia 01 de março foi o dia do aniversário do Pedro. Mesmo doente parando de vez em quando e continuando ao me sentir um pouco melhor, contei com a ajuda de minha irmã e conseguimos organizar tudo. em termo de organização foi tudo bem. Mas emocionalmente....foi o estado mais esgotante que já passei em minha vida. Não que tenha havido brigas do Pedro a ponto dele bater em alguém. As brigas foram (menos mal) apenas por causa de muito egoísmo e discussão da parte dele com outras crianças, o que teria sido um bom saldo no final das contas.
Então porque fiquei tão esgotada? Porque desconfiei da agonia que ele estava passando por star rodeado de pessoas e ter que falar com elas! Porque hoje eu estava olhando as fotos do aniversário e pude ter a certeza do que eu já desconfiava: que ele estava infeliz, triste e cansado... que ele não se divertiu... que ele estava preocupado com a presença do priminho dele , a quem de graça ele odeia! Odeia mesmo, isso não é uma palavra forte para o sentimento dele com relação a esse meu sobrinho, um bebê de apenas 3 anos! Por ciúmes ou seja lá o que for! Me preocupo por um sentimento desses estar no coração dele, tão criança meu Deus!
E ao olhar as fotos dele...senti a profunda solidão em que ele se encontrava...ele estava triste. Ele não estava feliz no aniversário dele. As fotos dele...não tem nenhuma em que ele esteja sorrindo. E meu coração doeu...e sofri...e chorei....muito. Mesmo as fotos da comemoração na escola (as professoras pediram para eu levar um bolinho para socializá-lo com as outras crianças), ele continuava com um ar distante. Levantou-se da cadeira dele somente para pagar a velinha e depois voltou para seu cantinho. E ficou lá. Levantou-se (reclamando) apenas para receber 3 lembrancinhas e tirar forçosamente umas fotos. O que para mim foi uma vitória...mas sempre com aquele ar de que "tomara que isso acabe logo".
Me sinto só. às vezes quero desabafar com minha mãe, mas ela sofre mais que eu por isso estou evitando. E com outras pessoas eu evito para que não precise ouvir coisas que me magoem. Quem sabe de repente eu venha a pôr uma foto dessas para que vcs entendam do que estou falando...
De qualquer forma estou pensando em tão cedo fazê-lo passar por isso de novo. Eu quero que ele seja feliz! No próximo ano, se Deus quiser, talvez eu faça apenas um bolinho para tomarmos café da manhã, chame minha mãe e meu pai e a tarde o leve para o shopping. Talvez ele se sinta melhor assim...quem sabe?
E eu vou continuando por aqui...errando....tentando acertar....e vivendo. E quanto à foto do post, é porque é assim que gostaria de me sentir Às vezes: amparada. Mesmo sabendo que sou....me sentir mais ainda.

Abraços,

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